quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A pensar em ti

«Thinking of You» era a música que soava vinda do meu MP4.Sentada naquela árvore,e com aquela vista maravilhosa,eu pensava em Michael.Katy Perry tinha posto os meus sentimentos numa canção,praticamente.Subi o volume da música e ajeitei os fones.A música continuava a tocar,ritmada e cheia de paixão.Eu estava muito indecisa.Sempre quis uma coisa séria com Michael,mas William tinha sido especial.Acho que,lá mesmo no fundo,eu ainda tinha uma réstia de amor por William.Mas ao ouvir e ver Michael o meu coração palpitava.Ele faz-me sentir diferente.É que William é muito quieto e educado.Michael,por mais inteligente que ele seja,também se pode tornar um rebelde.E era disso que eu gostava nele.A rebeldia.Não que eu própria fosse uma rebelde,pelo menos por agora.Uma memória de 1980 veio-me á cabeça.Nessa altura eu era uma espécie de «hippie»,mas a fingir.Eu até nem me importava que os cientistas conservassem doenças para as estudar,mas queria juntar-me á festa.Eu,juntamente com o meu grupo(Emmett estava nesse grupo),montámos uma bomba num laboratório.Acabou por curar algumas doenças.Mas isso agora não interessava.Eu já tinha feito uma decisão.Iria ao casamento de Lola,com certeza,mas desta vez,Michael viria comigo,e aposto em como William iria morrer de ciúmes.Não que eu só quisesse Michael para fazer ciúmes a William.Apenas queria mostrar-lhe como é.Uma pequena vingança.A música parou e mudou para «My Heart Will Go On».Eu saltei para o chão.A primeira vez em que vi Titanic tinha sido ao lado de William,mas enquanto ainda éramos só amigos.Mudei a música imediatamente.Eu adorava a canção,mas eu queria evitar o William.Desliguei o MP4,para o caso de a seguir vir alguma música que trouxesse recordações.Ouvi o abanar das árvores,e Michael apareceu por detrás de uns arbustos.
-Olá,Abs.Então,já decidiste?
-Eu...Sim,Michael.Vou aceitar.
Michael sorriu e correu para mim.Abraçou-me e a seguir olhámo-nos olhos nos olhos.Ele olhava para mim com ternura, e eu olhava para ele com paixão.Este era uma daquelas alturas em que o rapaz beija a rapariga pela primeira vez.Mas esta seria a segunda vez.Ele inclinou-se e pousou as mãos suavemente no meu rosto.Beijou-me carinhosamente e depois desencostou-se de mim.
-Eu amo-te,Abigail Cullen.
Aquelas foram as palavras que me encantaram.As que eu sempre quisera ouvir.
-Eu também te amo,Michael.Então,mudando de assunto,como está o Andrew?
Andrew Kilborn era o irmão gémeo de Michael.Ele tem uma namorada chamada Samantha Gates.Sam sempre fora muito boa companhia,e já a conheço há mais de um século.
-O Andrew está bem.A Samantha também.Embarcaram para o Egipto há uma semana numas mini-férias.Então e a tua família?
-Estamos todos bem.A Alice tem estado a preparar o casamento do Leon Stewart e da Lola Cloe.
-Ya,eu sei.Ele mandou-me um convite.E ao Andrew e á Samantha também.
-Que bom.Vai ser fantástico reencontrar o Andy e a Sammie.Ei,queres voltar para a casa do meu irmão?
-Sim,claro.Quantas pessoas de lá é que me conhecem?
-O Carlisle,a Esme,o Emmett,o Jasper,a Alice,a Rosalie e o Edward.Vais conhecer a Bella,o Jacob,e a minha melhor amiga Rive.
-Soa-me bem.Vamos?-ele levantou uma mão e agarrou a minha.
-Claro.
E corremos para casa.






sábado, 8 de janeiro de 2011

Michael-SchMichael

Ao entrar na floresta senti uma presença estranha.Uma...presença pouco comum.Alguém que não costumava andar por aqui.Alguém conhecido,além de mais.
Uns metros mais á frente,comecei a ler uma mente.Michael Kilborn.Nele,eu via um amigo,um colega,e houve tempos em que via algo mais.Ele sempre me cativou.Chamou á atenção.
-Michael!-gritei para a floresta.
Por entre ás árvores,uma figura robusta apareceu.Michael.Não mudou nada.
-Abbie!Não mudaste nada.
-Tu também não,Michael.O que fazes aqui?
-Caço.E tu?
-Também.Vamos caçar juntos?
-Sim,claro.
Corremos juntos pela floresta e fomos dar a um prado.Era lindo.Caçámos e no fim sentámo-nos na ponta daquela falésia.Ele atirou-se lá para abixo,para uma saliência que havia na pedra.Ao principio assustei-me,mas depois vi a saliência grande e espaçosa,coberta de terra,areia e erva.Decidi atirar-me também.Mas tropecei numa pedra e caí mal.Mas Michael apanhou-me,mas acho que,de propósito,ele nos deixou cair aos dois para o chão.Enquanto continuava deitada em cima dele,ele olhava-me com aqueles olhos dourados que sempre foram o que me fazia olhar para ele antes de o conhecer.
-Uum.Se calhar eu devia sair de cima de ti.-disse eu,envergonhada,como se pudesse corar.
-Eu não me importo que fiques aí.És mais leve que uma pluma.-ele ainda era aquele atrevido maroto.
-Sim,eu até ficava,mas...-ele silenciou-me pousando os seus lábios nos meus.Eu queria acabar com aquilo,mas,uma parte do meu corpo queria que aquilo acontecesse,por isso não o acabei.Ele continuou,primeiro suave,e depois mais urgente.Depois pôs um fim áquela cena.
Eu abracei-o.Eu não queria que isto se tornasse um namoro sério,nesta altura eu não queria uma relação.Queria uma pequena brincadeira como esta.
-Isto significou alguma coisa para ti?-perguntou Michael.
Tive que reflectir sobre aquela pergunta.Eu sabia bem que não,mas esta era uma oportunidade de sonho.Eu sempre gostei «gostei» dele,mas ele tinha uma namorada.Anne Margaret Simmons,humana.Ela era deslumbrante,e eu morria de inveja dela na altura.Agora que não tinha ninguém,eu podia agarrar esta chance.
-Eu...eu não sei.-levantei-me e sacudi a terra da minha roupa.-Eu acho que significou alguma coisa,mas não muito.Eu sinto-me como o segundo prémio da competição.Agora que a Anne morreu tu voltas para mim.Isso não me faz sentir bem.
-Ouve,Abbie.Eu,lá no fundo,sempre gostei de ti.Não queria magoar a Anne,por isso fiquei com ela.Foi triste saber que a doença de Huntington que ela tinha a matou,mas eu também senti uma réstia de alegria por saber que finalmente podia vir ter contigo.
Não respondi e olhei para a parte debaixo dos seus olhos.Olheiras,das grandes.Quando ele era humano,dormia pouco e ficou com aquelas marcas noctívagas quando foi transformado.Sempre achei que lhe davam um ar...não sei bem a palavra para descrever.Eu diria,quente.Eu sei que ele é frio,mas,eu quero dizer quente da mesma maneira que os americanos dizem «hot».Escaldante.
-Está bem,este pode ser o começo de alguma coisa.-afirmei.-Mas dá-me um tempo para pensar nisso.
Voltei para a floresta e deitei-me no topo de uma árvore,a pensar dificilmente.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Conversas de raparigas

Quando desci as escadas,vi Edward,Bella e Jacob sentados no sofá.Quase como numa terapia de casais,onde o psicólogo está a tentar fazer com que todos se entendam.Excepto que nesta sala não havia um psicólogo.Só haviam pacientes.
-Olá.-disse ao descer o último degrau.
-Olá,Abbie.-cumprimentou Bella.
-O que se passa?-perguntou Jacob.
-Não é nada.-respondi.
Edward continuava calado,pensativo.Estava a ler-me a mente.De repente,ele disse baixinho:
-Jacob,vamos deixar as meninas conversarem?
-Claro.-assentiu Jacob.
Ed e Jake saíram e eu sentei-me no sofá ao lado de Bella.
-O que se passa?Ainda estás chateada com o Willi...-parou e recomeçou-...desculpa,com «ele»?
-Não é bem isso.É que o Leon vai-se casar e eu e o William fomos convidados.Não sei se o quero ver.
-Abbie...Sê razoável.Fala com ele.
-Já falei.Ele telefonou-me.
-Eu queria dizer pessoalmente,tipo,cara-a-cara.
-Eu vou vê-lo no casamento.Lá podemos falar.-o meu tom de voz era frio,gelado,sem emoção.Eu falava como um iceberg.
-Ouve,Abs.Eu não percebo nada sobre namoro e ex-namoro,mas sei o suficiente para saber que ele não fez de propósito.Foi sem querer.A Hannah é que começou.
-Como é que sabes o nome dela?
-O Eddie contou-me.
-Raios,Edward!-gritei-Bem,de qualquer maneira eu ia acabar por te contar.
-Não culpes o Edward.Culpa-me a mim,por perguntar.
-Okay,culpas retiradas.
Nesse momento,Rive abriu a porta e entrou.
-Olá,Rive.-Bella e Rive tinham se tornado grandes amigas.Nós as três éramos como um daqueles grupos de super-heroínas.
-Olá,Bella.Olá,Abbie.Novidades?
-Sim,«ele» ligou-me.
-E o que é que ele disse?
-Pediu desculpa.E disse que queria falar comigo no casamento.
-Isso é...-disse entusiasmada,mas como sabia que eu me ia passar se ela dissesse fantástico,parou.-...horrível.
-Estamos a ter uma conversa de raparigas?-perguntou Bella.
-É,tens razão.-disse eu.
-Oh,meu.Uma vez tive uma conversa de raparigas com a Rose e com a Alice.Foi sobre o «dormir» dos vampiros.
-Ooooh.-declarou Rive,com uma cara compreensiva.-Percebo.
Sentia-me sempre desconfortável com as conversas sobre «dormir».Eram incomodativas.Faziam-me pensar em William.
-Pessoal,não vamos falar sobre «dormir».-informei eu.
-Ok,então vamos fazer o quê?
-Quanto a vocês as duas não sei.Eu vou caçar.
E fui-me embora por aquelas portas de vidro,dirigindo-me á floresta.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Conselhos de Carlisle e a Chamada de William

Ouvi passos leves a aproximarem-se.O meu irmão preparava-se para bater á porta,mas eu abri-a antes de ele ter essa chance.
-Olá,Abbie.
-Olá,Carlisle.
-Posso entrar?
-Claro,claro.
Deixei-o entrar.Sentámo-nos no sofá.Ele recostou-se e eu sentei-me em cima de um dos braços do sofá.
-Não pude deixar de perguntar ao Edward de que é vocês tanto falavam.-começou ele.-Sugiro que fales com «ele».
Carlisle sabia que não gostava que mencionassem o nome «William».
-Ok,vou matar o Edward,mas continua.
Carlisle riu-se,mas continuou:
-Promete-me que,da próxima vez que ele te telefonar,atendes.
-E se eu estiver na casa-de-banho?
-Abbie,somos vampiros.Não precisamos de casa-de-banho.
-Ok,tens razão.Prometo que atendo da próxima vez que ele ligar.
-Irmã...-sempre que ele falava neste tom,eu ficava repreendida-Lembras-te quais foram as últimas palavras da mãe?
-«Vivam a vida e não parem de crescer.Encontrem o vosso par e prometam fazer o bem.»-recitar estas palavras fez-me triste.
-Ainda éramos humanos quando ela morreu.Mas lembras-te das últimas palavras do pai?
-«Vocês tornaram-se seres assustadores,mas continuam a ser meus filhos.Prometam guardar estes anéis.Abbie,este era o meu.Ficas com ele.Carlisle,este é o da tua mãe.Fica com ele,e dá-o á tua mulher,se alguma vez encontrares uma.Adeus.»
-Aí,já éramos vampiros.Ainda tens o teu anel contigo,Abbie?
-Sim,está na minha mala.
-O pai não te contou isto,mas este anel vai servir de aliança,mas não a tua,se alguma vez te casares.
-Não me vou casar assim tão brevemente.
Carlisle abraçou-me.Eram raros os momentos de ternura que tinha com Carlisle.Normalmente,os seus abraços eram reservados para Esme,e não para mim.Era raro receber um abraço dele.Ao contrário de Emmett,Carlisle só demonstrava o seu amor através do seu trabalho e para Esme.
-Obrigada,Carlisle.És o melhor irmão que se pode ter.
-De nada,Abbie.É sempre um prazer ter-te como irmã.
De repente,o meu telemóvel começou a emitir a música «Girls Just Wanna Have Fun» da Cyndi Lauper.
Carlisle gargalhou baixinho:
-As raparigas só querem divertir-se?
-É,diz que sim.-sorri.
-Então eu vou-me embora.Vê-se atendes o telefone.-e desaparaceu.
Quando a música ia no verso «Oh mother dear,we're not the fortunate ones»,atendi o telefone:
-Estou?-disse eu.
-Abbie,é bom finalmente falar contigo.
-Bem,eu naõ estou tão feliz como tu,por isso sê breve e diz o que tens a dizer.
-Claro.Ouve,Abigail,eu fui parvo e não vi o que estava á minha frente.Beijar a Hannah outra vez trouxe-me velhas memórias,mas depois relembrei-me de como é que eu e a Hannah acabámos.Da mesma maneira que tu e eu.Traição.Por favor,volta para mim.
-Ouve,Stokes.-sabia que o incomodava tratá-lo pelo apelido-Não estou bem zangada contigo,é só que...tu foste nessa.Alinhaste.E o que me deixa mais frustrada é que...tu não paraste,continuaste,prolongaste.
-Podemos ao menos ser amigos?
-Vemo-nos no casamento da Lola e do Leon.Lá falamos.Por agora,ainda não somos amigos.Apenas somos conhecidos.
Desliguei o telemóvel e fui para baixo.Já estava farta da solidão naquele quarto.

sábado, 1 de janeiro de 2011

A Chegada de Rive

Finalmente ouvi um motor e o som da terra do caminho de entrada para a casa dos Cullen.Rive tinha chegado,e trazia um carro novo.Era um carro fixe,mas eu não sou muito dada a carros.Saí do quarto e fui para a entrada.
-Rive,é tão bom ver-te!-e corri para a abraçar.
-Também é bom ver-te,Abbie.
-Vamos para dentro.Aqui há muita gente.-e dirigi o meu olhar para Emmett e Jasper,que queriam ouvir a conversa.
-Ok.
Ao entrarmos,Esme apareceu vinda da cozinha.
-Rive!É tão bom ver-te querida!
-Também é bom vê-la,Srª Cullen.
-Oh,por favor.Trata-me por Esme.
-Ok,Esme.-respondeu Rive,com um tom de voz simpático.
Passámos por Alice e Rosalie,que conversavam alegremente com Renesmee.Apresentei Rive a Renesmee e vice-versa.Depois,ao subirmos para o meu quarto,passámos por Edward,Bella e Jacob que falavam de uma maneira constrangedora.
-Olá.-disse Bella.-Rive,és tu?
-Sim,sou.É bom ver-te outra vez,mas finalmente vampira.
-Ya,ya,pois.-respondeu ela num tom seco.
-Olá Rive.É sempre bom ver-te.-cumprimentou Edward.
-Olá,Ed.Não me vais apresentar ao...-parou para pensar num nome para Jake.
-Jacob.-completei a frase dela.-Rive,este é o Jacob.Jacob,esta é a Rive.
-Olá,Rive.-cumprimentou Jake,num tom educado.
-Olá.-disse Rive.
-Bem,agora que já cumprimentámos toda a gente menos o meu irmão,vamos conversar.
Fomos para o meu quarto.Ela sentou-se na cadeira junto á secretária e eu no cadeirão ao pé do armário.
-Tens que acabar com isso.
-Isso o quê?-não fazia ideia do que Rive estava a falar.
-Dei uma olhada ao teu telemóvel.Setenta e três chamadas não atendidas,todas do Will.Abbie,tens que atender.Talvez ele tenha acabado com a Hannah,e queira voltar para ti.Talvez tenha ficado com remorsos.
-Sim,talvez.Rive,eu não vou começar de novo com ele.O que ele fez foi imperdoável.
-Ei,o Mike também me beijou com o John a ver,mas ele voltou para mim.
-Sim,mas o Will continuou.Prolongou.E não acabou.Pelo menos enquanto fiquei a ver.
-Pronto,ok.Tens as tuas razões.Mas vais ter que vê-lo no casamento da minha prima,e de certeza que ele vai começar uma conversa.
-Ok,eis a minha solução.Não vou.
-Nem penses nisso.O Leon convidou a tua família inteira,e não vais ser a única que não vai só por causa de um rapaz.
-Foste a Port Angeles.-eu queria mesmo mudar de assunto-O que é que compraste?
-O vestido para o casamento.Queres vê-lo?
-Sim,claro.
Rive levantou-se e tirou de um saco um vestido roxo,muito bonito.
-É lindo.Em que loja é que o compraste?
-Na «Vintage Gowns».Tu já compraste o vestido?-perguntou Rive.
-Não.Mas há uma loja em Port Angeles que estou a pensar visitar.Já foste á VOILE?
-Ya.Lá havia vestidos fantásticos,mas quando vi este no Vintage Gowns até me passei.
-Eu também me passava.Este vestido é fantástico!
-O John ia ajudar-me a escolher o vestido,mas mudou de ideias ao ver a quantidade de vestidos que havia para experimentar.Deixei-o ir.-riu-se-Os rapazes não gostam de passar horas a ver a namorada a experimentar vestidos.
Ri-me.William já tinha tido essa experiência,quando fomos ás compras para o baile de Primavera.Mas mesmo assim,sorriu a todos os que experimentei,e disse que ficava linda com todos,o que não facilitou muito na escolha.
De repente,Alice bateu á porta.
-Posso?-perguntou.
-Sim,claro.-respondi.
Ela entrou exibindo um maravilhoso vestido na mão.
-Este é o teu vestido.O Jazz contou-me da promessa que fizeste em troca dos bilhetes.E como me cabe a mim decidir tudo o que ainda não foi decidido,fui a Port Angeles e comprei-te um vestido.
Atirou o vestido para cima da cama.Era muito bonito,dourado e preto.Exactamente o meu estilo.
-Obrigada,Alice.Gosto muito dele.
-Ainda bem.Bom,tenho que ir.Adeus.-e desapareceu escadas abaixo.
Mas,para minha surpresa,o portátil que tinha em cima da secretária piscou.Quer dizer que alguém estava a tentar contactar-me,via vídeo.
Sentei-me na cadeira ao lado de Rive e vi o remetente da mensagem.Travis Willows,o melhor amigo de William,estava a tentar contactar-me.Não sabia se havia de atender.
-Aceita.-disse Rive.
Eu carreguei no botão para aceitar.Uma imagem de Travis apareceu no ecrã.
-Olá,Abbie.-disse Travis.
-O que é que tu queres,Travis?
-O William...
Ele não teve tempo de acabar a frase.Desliguei imediatamente a conversa.Não queria saber de William.
-Abbie,vou caçar.-disse Rive.-Volto dentro de umas horas,ok?
-Ok,Rive.Vemo-nos depois.
Ela saiu,e eu fiquei em cima da cama,a pensar no que tinha feito.