sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quem diria?Vai mesmo acontecer...

Ao sair do quarto, já todos estavam á espera. Fui abraçada até não poder respirar por toda a gente. Quando chegou a vez de Carlisle, ele sussurrou:
-Fizeste a escolha certa, maninha.
-Eu sei. - respondi.
E pronto, a noiva e as raparigas são muito chegada em todos os casamentos .O grupo feminino da família subiu para o segundo piso e os rapazes esgueiraram-se para a sala de estar.
-Deixa ver! -disse Renesmee, impacientemente.
Mostrei-lhe o lindo anel que tinha no dedo. Não contrastava bem com o dos Volturi, por isso, quando ainda estava no quarto, guardei-o numa mala bem fechada.
Alice aproximou-se com um bloco de notas na mão.
-Quero saber tudo a nível de decorações, paletas de cores, lista de convidados, e data. Oh, e o sítio também vai ser útil. -disse, numa fala tão rápida que eu mal percebi.
-Alice..-comecei -Ainda faltam dois meses. Tens tempo para isso depois.
Mas é claro que eu já tinha aquela lista de detalhes que Alice queria a formular na minha cabeça. Eu sou uma rapariga, e o meu sonho estava prestes a realizar-se!
Umas horas depois,fui para o meu quarto para uns momentos de reflexão. Peguei no livro que estava a ler, «Conclusões» de uma autora pouco famosa. O texto deixou-me encantada:
"Sabia que um dia isso ia acontecer. Sabia que teria de ouvir tudo o que tinhas para dizer, mas nunca esperei aquilo que foste capaz de fazer. O meu coração andava às voltas e voltas, eu não o sentia. Acordei várias vezes de noite com pesadelos a pensar naquilo que disseras, mas algo me impedia de te esquecer. Algo muito forte, muito poderoso, como se me quisesse ver ao pé de ti e não soubesse que não era possível. Era o meu amor por ti – tu eras alguém que eu queria mais que tudo na vida e desprezaste-me. Não sei se foi para impressionares os teus amigos ou porque simplesmente não gostavas de mim, mas era impossível resistir àquilo tudo. Comecei a ficar sem ar quando pensava em ti e tudo o que eu queria era voltar atrás no tempo e nunca te ter conhecido. Gostava de poder controlar as coisas que não consigo controlar. Sim, é verdade. Tenho medo daquilo que não consigo controlar. Mas serei menos na vida por causa disso? Corajoso é aquele que sabe reconhecer que tem medo. Tu eras me tudo até aquele dia. Parecia que víamos pelos mesmos olhos, sentíamos pelo mesmo coração, mas nunca, nem sequer gostaste de mim. O amor pode ser a melhor coisa do mundo, mas também se pode tornar a pior. O amor persegue-nos como um gato à procura do rato, sempre à espera de acertar nalgum infeliz que por ali passe calmamente. Mas este texto todo para quê? Para dizer – não confies em ninguém a não ser em ti próprio, e acima de tudo, não confies no AMOR.”
Pura poesia, mesmo que estivesse escrita em prosa. Esta «poeta» guardava na alma profundos pensamentos. Sempre admirei os seus livros. O seu nome é pouco reconhecido. Eu arranjei estes livros á procura de algo decente para ler. E esta autora sabia do que estava a falar. Eu sabia que, um dia, esta escritora viria a ser importante. Acho que já havia um número razoável de leitores .E eu admirava completamente este lindíssimo livro. Este maravilhoso parágrafo descrevia Michael, nos tempos em que Anne Margaret era a sua mais querida. Funguei. Já que não podia chorar, esta era a única maneira de me sentir triste. Teria que conhecer esta escritora. Ouvir as suas inspirações. Sabia que seria praticamente impossível, mas arranjaria maneira de a conhecer. De uma maneira ou outra.
Saí do quarto. Edward quase que chocou contra mim.
-Eu também a admiro.
-Fico feliz por saber que não sou a única. - disse.
-Os textos são de facto ternos e muito preciosos. Não a poderia comparar a um William Shakespeare, nem a um Robert Frost. Ela supera-os a todos, facilmente.
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Passaram dois, três dias. A casa era calma e monótona. Entre os meus momentos íntimos com William e as conversas familiares com os amigos, arranjava sempre um tempo para olhar para o tempo chuvoso lá fora. Enquanto a chuva batia na janela, ouvi um carro a chegar e li uma mente desconhecida. Essa mente era profunda ,imaginativa e suave .Caminhei calmamente para o hall de entrada e deparei-me com uma figura humana, á frente de Edward.
Era simplesmente bela .Alta, elegante. Os seus cabelos não eram muito compridos nem muito curtos. Os seus olhos castanhos tinham á frente uns óculos. O cabelo, castanho, caía-lhe pelas costas .Humana. Nem pálida nem morena .A definição perfeita de uma humana. Edward apresentou-ma.
-Abigail ,esta é a autora dos teus adorados livros.
-O meu nome é Maphy Rodd.
-Eu sou a ...
-Abigail Cullen. O teu irmão falou-me de ti.
«Irmão?»pensei ,para Edward.
«Nós não parecemos muito tia e sobrinho»pensou ele de volta.
-Abigail ,o Edward falou-me em como gostarias que eu te explicasse o que me inspira. Vamos falar um pouco, a sós.
-Claro. Por favor ,siga-me.
Fui á frente e indiquei-lhe o meu quarto .Ao entrar, ela caminhava delicadamente e acabou por se sentar num dos cadeirões.
-Abbie,insisto que me trates por tu.Eu só tenho 20 anos.
-É claro,Maphy.
-Oh,e obviamente,o Edward não é teu irmão.É teu sobrinho.
-Como é que sabes?-perguntei surpreendida.
-As palavras dele.Não te conhece tão bem como irmã.E fala como se fosse adoptado.Por isso,suponho que o teu irmão verdadeiro o tenha adoptado.
-Sim...
-E outra coisa...Vocês são vampiros.
-Tu não devias saber isso.Pode arranjar-te problemas.
-Os Volturi não são problema.Sou da família do Aro.Ele tinha uma irmã humana,que deve ser a minha tetra tetra tetra tetra avó.Visito-os com frequência.É em Itália que escrevo os meus livros.Andas a ler o «Conclusões».
-Sim,é dos meus livros preferidos.

Ela tocou no livro e ergueu-o com uma mão.

-Foi bom escrevê-lo.-comentou.
-Onde é que arranjaste as inspirações,Maph?O que te fez escrever isto?
-Desgostos.Vi tantos.E sofri alguns.Não vivo para ser ilusionada pelo amor.
Se calhar não era muito boa ideia dizer-lhe que me ia casar.Mas,saber o que achava uma mente brilhante sobre o facto de eu me ir casar ia ser muito importante.
-Eu vou-me casar daqui a dois meses.
Ela suspirou.
-O terrível compromisso da vida.Sejamos verdadeiras,nesta conversa.É isto que queres?
-Sim.Eu amo-o mais do que tudo.
-E tens a certeza que ele te ama?
-Sim.Como vampira,ganhei um dom de ler pensamentos.Consigo ver o quanto ele me ama.Ele ia-se matando só por eu já não o amar.Acho que o maor é isso.
-O amor é um sentimento lamechas e enganador.
-Se calhar só o dizes por nunca ter encontrado o verdadeiro.Já conheci o tipo de rapazes que te provocaram este tipo de desgostos.
-Não.Simplesmente acredito que os humanos só têm uma vida e que não a devem passar agarrados e comprometidos a uma relação fechada.Eu defendo esse tipo de liberdade.
-Pois,mas eu já vivi mais de 500 anos e,tenho de enfrentar o facto de que já me diverti imenso.Mas eu percebo o teu ponto de vista,Maph.
-Esclareci as tuas dúvidas.Agora,tenho de regressar.
-Vemo-nos no meu casamento?
-Vou ver se arranjo uns trapos decentes.-sorriu.
Eu também sorri e acompanhei-a á porta,onde Edward já a esperava,também a sorrir.Os dois saíram e foram para um carro.
Eu deixei-me cair para trás,onde já sabia que William me esperava,de braços abertos.
-Aquela era a Maphy Rodd?
-Sim.Ela é muito simpática.Convidei-a para o nosso casamento.-pus um certo ênfase na palavra nosso.
Will beijou-me apaixonadamento,e levou-me até ao quarto,a uma velocidade incrível,mas ainda aos beijos.Acho que não gostava de ser aquela pobre porta de madeira forte que estava caída no chão.Ás vezes,deixamo-nos levar,pensei.
-Deves ao Carlisle uma porta nova.
-Oh que pena...Agora que já não há privacidade de ter uma porta á frente do quarto,já não posso pôr em prática os meus planos...
-Uuuuh...
Pensei durante um pouco e fui buscar umas coisas á garagem.Rapidamente moldei uma porta de fraca madeira,mas que havia de servir para uns tempos rápidos.
-Pronto,ainda deves a tal porta,mas agora tens mais tempo para a comprar.
-E melhor ainda...
-Podes exercer o que tinhas planeado.-sorri.
-Espero não partir mais nada pelo caminho e durante...
Silenciei-o com um beijo forte e fomos para o interior do quarto.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quando o inesperado acontece...

Milão,Vaticano,Volterra,Vaticano,Volterra,Milão e agora...o meu próximo destino era Forks.Toda a família,incluindo John e Rive estavam comigo.Eram 00h07m quando cheguei a Forks.E mesmo na hora da caçada.Foi uma celebração.Todos os meus entes queridos corriam alegremente atrás de um animal,atacando-lhe o pescoço ferozmente.Alice foi a primeira a acabar.Acho que fizeram de propósito porque eu e William fomos os últimos.Eu li-lhe a mente enquanto acabávamos de caçar.Ele pensava numa noite romântica.E eu já desejava essa noite romântica com William desde que ele me abraçara no casamento.Quando finalmente acabámos William falou:

-Abbie.
-Diz.
-Tinha saudades disto.
Eu aproximei-me dele e beijei-o.
-Eu também.Mais do que nunca.
-E não sentes falta do Michael?
-Não.A única coisa que quero agora és tu.
Acho que a frase o fez ficar muito contente,pois ele abraçou-me muito carinhosamente.Subimos para uma árvore e ele pôs o seu braço á volta dos meus ombros.
-Já ouviste aquela música que os miúdos cantam sobre duas pessoas numa árvore?
-Qual?
-«Abigail and William,sittin' in a tree...»
-«K-I-S-S-I-N-G».Sim,já sei qual é.Porquê?
-Porque é esta a situação.
-Ya.-ele beijou-me,só para completar a situação.
-Já reparaste em como todos se pisgaram antes de nós?
-É,eles são todos uns queridos por nos deixarem a sós.
-Muito queridos.Definitivamente queridos.Paralelamente queridos.
-Isso não fez sentido.
-Eu sei.
-És mesmo a minha Abbie.

E então decidimos ir para casa.Todos demonstravam um ar exausto e ansioso.Como se estivessem estado a trabalhar arduamente e se esperassem alguma coisa importante.Bella protegia os pensamentos de toda a gente e eu não os conseguia ler.William conduziu-me até ao quarto.




Fiquei espantada.O que raios estavam eles a pensar?Pétalas de rosa em cima da cama,velas,tecidos brancos...Estava tudo muito lindo.Pensei logo...«Alice!»Ouvi o riso suave de Edward vindo da sala de estar.
-Tens que desculpar a minha família.Ás vezes eles são...
-Não te preocupes.Eu já sabia disto e concordei.Na verdade,eu ajudei a planear.
-Idiota!-disse na brincadeira e,com a mão cerrada,dei-lhe um murro suave no peito.Ele deixou-se cair na cama e eu sentei-me ao lado dele.
-Porque é que não te deitas?
-Porque eu sou loura,mas não sou burra.O que tu queres sei eu!
William gargalhou.
-Estás preocupada com o facto de eu te querer abraçar?
-Não,estou preocupada com o facto de daqui a algumas horas podemos acabar nessa cama abraçados de outra maneira.
-Não ia ser a primeira vez.
Eu sorri timidamente.As memórias da Academia Saint-Clair e do meu 501º aniversário inundavam-me a cabeça.Memórias fantásticas,mas um pouco embaraçosas.E pensar que Edward já podia ter assistido.Por vzes odeio que me possam ler a mente e que eu possa ler a mente dos outros.
-Dou-te um abraço.Não te deixes levar.
Abracei-o.Ficámos assim por uns segundos e depois levantou-se.
Eu também me levantei e juntei-me a ele.
Eu assustei-me quando o vi ajoelhar-se e á procura de algo no bolso do casaco.
-Abbie,eu sei que nós ainda somos novos mas...Eu amo-te muito e acho que este é o próximo passo a dar.
-William.
Ele  abriu a caixa e mostrou a aliança dourada que tinha numa caixa.Era muito linda.


-Uma rosa para a minha Abigail Rose.
-William...É tão lindo!
-E é para ti!
Eu fui buscar a minha mala ao armário e dei-lhe a aliança que tinha pertencido ao meu pai.
-Ainda não me respondeste á pergunta.
-Não me fizeste nenhuma pergunta.
-Acho que fui bastante claro.
-Pois foste.Sim,eu quero mais que tudo casar contigo.
Ele beijou-me apaixonadamente e depois abraçou-me.
-Esse anel é para mim?-perguntou.
-Sim.Era do meu pai e ele pediu-me que o desse ao meu noivo.
-Eu aceito-o com todo o prazer.Vamos ensaiar a cena da troca de anéis?
-Sim.
William fez a aliança escorregar suavemente pelo meu dedo e eu fiz o mesmo com o seu dedo.
-Eles já sabem?-perguntei.
-Sim.E o Carlisle aprovou com a maior das aprovações.Assim como toda a gente...Mrs. Stokes...
Eu abracei-o e por ali ficámos,a conversar e algo mais...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Enfrentando os outros




Eu e William,acompanhados de Rive e John,estávamos de novo em Milão,na suíte de Carlisle,na sala de estar.Ainda não tinha visto a suíte do meu irmão,por isso fiquei surpresa.Carlisle nunca teria escolhido este estilo de sala,parecia que tinha sido eu a escolhê-la.Mas isso agora não importava.
Ao entrar na sala,o olhar de Michael,furibundo,estava parado em mim e em William.Emmett e Jasper estavam atrás dele,para o caso de haver algum acidente.
Carlisle iniciou a conversa:
-Ainda bem que voltaram bem.E eu iria agradecer se acalmássemos as hostilidades por aqui.
-Como é que quer acalmar as hostilidades,Carlisle?Esta traidora...
Carlisle virou-se para Michael e deixou um suspiro de raiva por entre os dentes.
-Ninguém chama traidora á minha irmã!-Carlisle preparou-se para o atacar,mas sentiu empatia e recuou.
Eu estava...Sem palavras.Traidora?Eu?Sim,se virmos bem,isto teve uma pitada de traição,mas...Fiz o correcto.Deixei aquele idiota atrevido para trás e voltei para alguém de que tenho a certeza de que me ama,mesmo sem lhe ler a mente.William parecia estar tão ou mais surpreendido do que eu.Senti-me bem por só alguns membros da família estarem a assistir.Jasper,Emmett,Carlisle e John.Rive tinha saído da sala com Bella,Renesmee,Esme e Rosalie.Eu ainda sentia a presença de Alice,escondida algures,prestes a defender o seu Jasper.Sabis que Alice era forte e que conseguiria resistir a este tornado de sentimentos.Edward também me fazia companhia,mentalmente.Sabia que ele estava no quarto ao lado,ou talvez na sala de jantar.A postos para a defesa,tal como Alice.
-Michael...Tu és um idiota sem escrúpulos.-afirmei calmamente.
Edward sorria na minha mente.«Isso não é um título de um filme?»,perguntava.Eu tentei manter a minha postura séria,mas era impossível.Emmett também não ajudava muito.Ouvia todas as piadas que alguma vez tinha feito ou dito,e era impossivel não desmaiar a rir.
-E tu és uma traidora.-respondeu calmamente,no meu tom de voz.
-Pois tu só tinhas saudades de tu-sabes-o-quê.E eu admito que também fui fria.Fui nessa de fazer ciúmes ao William contigo.Mas isso acabou.Tal como nós.Enfrenta o facto.Tu nunca me quiseste a sério.
-Eu vou dar cabo desse tipo!
Por um triz,o punho fechado de Michael não acertou em William,graças á defesa rápida e eficaz de um desconhecido.E esse desconhecido vinha acompanhado de uma figura feminina.Ambos envergavam capas compridas e escuras.Retiraram os capuzes e vi quem eram.Deixaram-me boquiaberta.Andrew Kilborn estava ali,a confrontar o irmão.E Samantha vinha atrás dele.Ambos seguravam Michael,impedindo o impacto da mão dele na cara de William.Eu pude ver como William se sentia.Frustrado,desesperado por atacar,mas contia a sua fúria,na esperança de não magoar ninguém.
-Andrew,larga-me!Este tipo merece.-ordenou Michael.
-Não.Estás a perder o controlo,mano.Vê se te controlas.
Michael fez ainda mais força para se libertar.
-Andy...-Samantha fez um sinal a Andrew e pude ver o que iam fazer.
Com um gesto rápido,Andrew e Samantha imobilizaram Michael no chão.Emmett e Jasper foram ajudar,deixando Samantha vir esclarecer a minha mente confusa.Enquanto os rapazes,juntamente com Edward e Alice tentavam acalmar Michael,Sam iniciou uma conversa.
-Peço desculpa pela confusão,mas já estávamos á espera lá fora há muito tempo.-desculpou-se Samantha.
-Não tens que pedir desculpa.Foi ideia do Carlisle chamar-vos?
-Sim.Enquanto estavas no castelo dos Volturi,o Carlisle viu que o Michael precisava de uns conselhos familiares.Devo dizer que um pouco de adrenalina foi bom.Há tempos que não sentia esta emoção nas veias.
Eu sorri.Havia tantos termos humanos que não poderíamos aplicar.Por exemplo,este das veias.
-Ainda bem que vieram.Partiram uma porta,mas foi com boas intenções.
-Pois foi.Escuta,eu e o Andrew vamos levar o Michael numas fériazinhas aos Alpes.É longe daqui e ele vai ter tempo de recompor a mente e esquecer esta loucura.

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Umas horas depois,Michael partira com Andrew e Samantha para uma longa purificação da mente.Eu fiquei feliz.Extremamente feliz.Por um lado,por ter William.Por outro lado,por saber que íamos todos fazer um favor a nós mesmos e esquecer o que acontecera.Um dia depois,com tudo o que fora partido pago,voltámos para Forks.Esme fez questão de trazer Rive e John para Forks,e até os convidou para uma longa estadia no «Chez Cullen»,ou seja,a casa do meu irmão.Ainda bem que eles têm quartos a mais...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Salvamento Inesperado



Fui obrigada a sair do castelo e fui passear por Volterra,tentando acalmar-me.Rive e John seguiam-me calmamente,enquanto que eu caminhava rápida e furiosamente.
-Abbie,se estás a tentar acalmar-te,isto não é o melhor.-avisou John.
Congelei.
-Sim,tens razão,John.Vamos voltar para o hotel.Desculpem tudo isto.
-Não faz mal.Estás a sofrer.Nós compreendemos.

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Umas horas depois,estávamos outra vez no hotel.Deviam ser para aí 2h da manhã.Eu fiquei acordada,deitada na cama durante seis longas horas.Não diria propriamente a chorar.Apenas...A fungar,pois não tenho lágrimas.Pelas 8h,ouvi oito longos sinos a tocar.O Vaticano era assim.Cidade religiosa.Sempre a mesma batida.E foi precisamente nessa altura,que vi o mundo com os olhos de William.

**************************William********************************

O mundo girava.Sem Abbie,o mundo era um espaço vaizo de ecos e sombras.Era como ser cego,surdo e mudo.Como ter pernas mas não poder andar.Não tinha a certeza se era mesmo isto o que queria.Mas,mesmo com o facto de Abbie ainda sentir uma amizade forte,o que eu precisava para me restabelecer não era isso.Eu precisava desesperadamente dela.E agora,estou prestes a morrer,a ser cortado aos bocados,a ser queimado.E não havia ninguém neste planeta,excepto Abbie,que me poderia impedir.

*************************Abbie*********************************

Peguei no carro de John e deixei um bilhete no meu quarto.Teria de usar medidas bruscas.Eu não queria perder William.

Conduzi até Volterra,e quando lá cheguei eram 9h.Vi Alec e Demitri a segurar a cabeça dele,e Aro aproximava-se,com uma cara infeliz,para arrancar aquela humilde cabeça violentamente.Eu não podia esperar mais.Trepei uma das torres e saltei para uma janela.Caí uns bons 50 metros para baixo e parti uma valiosa janela.Ao cair,acertei sem querer(mas ao mesmo tempo de propósito) nos braços de Alec que seguravam William.Ele deixou-os cair.
-Parem!Eu sei que vocês não têm culpa,mas vai ser preciso eu quebrar as regras.
Aproximei-me de William e Jane deu um passo em frente,mas Aro mandou-a recuar.
-William.Eu reflecti a noite toda sobre isto e..Eu decidi dizer-te que...Eu amo-te William.Mais do que nunca.
Pus as minhas mãos no seu pescoço e beijei-o ternamente,com carinho e amor.
-Não foi lindo?-perguntou Aro,batendo palmas.
-C'est l'amour.-sorri.
-C'est l'amour-repetiu William.E beijou-me outra vez,apaixonadamente.

Umas horas depois,com tudo já resolvido,faltava-me enfrentar um único e grande problema: Michael.

Negociando com os Volturi





Já passava das oito horas da noite.Estava no castelo dos Volturi.Aro e Caius olhavam para mim,ansisos por uma resposta.Mas eu estava tão perdidamente apaixonada por William que me esqueci completamente da pergunta que tinha feito.Rive tocou-me ligeiramente no braço,como se me quisesse acordar de um mundo subconsciente.
Lembrei-me da pergunta que tinham feito.Tinham questionado a minha posição em relação ao William.No momento,amiga.Mais nada.Sem poder trair a confiança de Michael.Eu respondi-lhes timidamente:
-Amiga.Acho que somos amigos.
-Abbie,vais ter de me desculpar,mas...Amigos são amigos.Se tu fosses irmã dele,ou namorada,eu poderia fazer qualquer coisa mas sendo assim...Eu estou de mãos atadas.-disse Aro.
-Por favor,não o matem!Ele vai matar-se por uma estupidez sem razão.Ele não sabe o que é que eu sinto agora!Deixem-me falar com ele.-pedi,calma e ansiosa.
Caius matutou durante uns longos dez segundos.Marcus era o único que nada tinha dito,ainda.
-Vai.Fala com ele.Os Volturi não dão segundas chances,mas,como aliada,tens o poder de tentá-lo ver a razão.Alec!
Alec saiu da sala e quando regressou,William veio com ele.Vinha escoltado por Alec e Demitri,com a cabeça baixa.
-William!-corri para o abraçar mas Jane fez-me parar.
-Não.Não vai haver qualquer contacto físico.Por favor,fala apenas.-ordenou Jane.
-Podias arranjar uma maneira de me parar menos dolorosa?
-Sim,claro.-sorriu docemente,mas ao mesmo tempo maleficamente.
-William...Não faças isto,por favor!
-Abigail...Por favor.Eu estou sozinho neste mundo.Deixa-me morrer.
-Não,não,por favor.Tu não queres morrer.Não estás sozinho.Tens o John,e a Rive,o Leon,o Andrew,a Lola,a Samantha,os Cullen e os Willows.
-Sim,mas...Há um vazio que nunca conseguirei preencher.O vazio que tu deixaste quando acabámos.
Eu suspirei e pensei bem no assunto.William foi claro,e um pouco melodramático.Mas de qualquer maneira...
-Não.Eu...Eu quero acabar com o Michael.Ver-te no casamento fez-me pensar.E eu...pensei bem.Eu adoro-te William.
William tomou uns segundos de consideração.
-Não.Eu estou muito confuso.Deixa-me morrer.
Os guardiães foram-se embora.E com eles,William.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Férias em Milão - Fugindo para o Vaticano



Ah,Milão,Milão...Sempre foi uma cidade de eleição.Para mim e para Alice.A capital mundial da Moda é sempre um sítio que tem que ser visitado por Alice Cullen.E eu não me importo de vir com ela.Mesmo que eu seja uma adepta do estilo descontraído e normal e use a roupa que tenho mais do que uma vez não quer dizer que não goste de uma ida ás compras.Por isso eu,juntamente com Lola,Rive,Alice,Rosalie e Bella,fomos passar o dia nas compras.E no fim,sem Lola ver,preparámos o avião privado de Mr. e Mrs.Stewart com as mais divertidas partidas.Edward,Emmett,John e Jasper ajudaram.E adorariamos ver as caras deles quando vissem o avião em que iam viajar para chegar ao destino de lua-de-mel.Tecnicamente o que fizemos foi: encher os lugares com papel higiénico e Alice deu o seu toque pessoal ao acrescentar pétalas de rosas nos bancos.Emmett também deixou a sua marca - decidiu escrever a batom no vidro da casa de banho:

LOLA LOVES LEON                LEON LOVES LOLA 

Eu e Bella,e com a ajuda de Rosalie,rasgámos umas quantas roupas que eles tinham nas malas,de modo a que ficassem roupas muito reduzidas.Só tapavam praticamente o que era preciso.Lola não ia achar muita piada,mas eu conheço bem o meu Leon e sabia que ela havia de achar piada.E muita.

Na noite a seguir,Lola e Leon partiram para o Egipto.Poderiam encontrar Andrew e Samantha,se fossem para a mesma cidade.As coincidências acontecem,certo?De qualquer maneira,eu e os Cullen ficámos em Itália.Rive e John também,mas preferiram ir visitar o independente Vaticano.Eu também gostava de ir com eles,mas não sei se seria a ideia ideal.Eu tinha a certeza de que Michael não ia gostar de visitar o Vaticano.Ia ser estrictamente proíbido sequer perguntar-lhe.Michael odiava o Vaticano,porque a cidade(ou melhor,o praticamente país)era em si religioso,e Michael era um adepto favoroso do ateísmo.Tal como eu.Mas eu não me importaria de ir.E depois de um par de dias com Michael,fui ter com John e Rive ao Vaticano.Uns dias,ou uma semana afastada de Michael iam-me ajudar a decidir se iria escolher William ou Michael.Quando cheguei ao hotel,dirigi-me á recepção.
-Scusi, mi potrebbe ottenere una suite accanto alla Suite No. 324?-o que perguntei originalmente teria sido se me poderia arranjar uma suíte ao lado da suíte 324.
-Certo, il check-in costa 500 euro. Vuoi check-in?
O empregado disse-me o preço e eu respondi: Sì.
A folha de check-in pedia-me algumas informações que preenchi com gosto.Adorava preencher formulários sobre mim.O recepcionista deu-me a chave,eu paguei e fui pelo elevador até ao terceiro andar.Rive e John já me esperavam lá dentro.
-Olá,Abbie.-cumprimentou John.
-Olá,John.
-Abbie,posso falar contigo?
-Claro.
Eu sentei-me e Rive também.John ficou em pé encostado á parede.
-Em privado,John.-disse Rive.
John desapareceu pela porta.
-Importas-te que eu desarrume as malas enquanto falas?
-Claro que não.-respondeu Rive.
Eu comecei a arrumar e Rive começou a falar.
-Abbie,o que é que se passa?
-Rive,eu só preciso de uma férias.
-Umas férias do Michael?
-Sim.Eu preciso de pensar.Eu estou muito confusa.
-Amiga,sou toda ouvidos.Conta-me tudo o que eu ainda não sei.
-Quando eu falei com o William no casamento,ele abraçou-me e eu lembrei-me de todos os momentos felizes que passei com ele.Lembrei-me que ele só me tinha magoado uma vez.Enquanto que o Michael foi um quebra-corações.Daí a atitude do meu irmão.E o comportamento inadequado dele antes de virmos para Itália...Ele sabe que eu sou atiradiça e selvagem,sim,mas com tempo e não dois segundos depois de começarmos a namorar.
-O que é que ele fez?
-Rive,o que é que achas que ele fez?Ou melhor,tentou fazer?
-É o que eu estou a pensar que é?
-É.O William foi paciente e soube esperar até eu estar preparada.Mas ele não.É como se houvesse uma balança.Há um peso gigante de amor com o nome William e um peso minúsculo com o nome Michael.Eu acho que já não o amo.O que é que eu faço?-disse,irritada e rasguei o vestido que estava a arrumar.
-Amiga,eu...Eu estou perplexa.
-Não vale a pena.-eu desmaiei na altura.
Ainda ouvi Rive a chamar John e a gritar.

Quando acordei estava a repousar na cama da minha suíte.Rive e John olhavam para mim com olhos ansiosos.
-Abs!Ainda bem que acordaste!O que é que aconteceu?
-O William!O William!
-O que é que tem o William?-perguntou Rive alarmada.

-Eu li-lhe a mente agora mesmo.Como eu já não o amo,ele já não se sente vivo.Ele vai ter com os Volturi.Eles vão matá-lo mais facilmente porque ele não tem nenhum poder especial!
Levantei-me de repente,e quando dei por mim,já estavamos no jipe de John a caminho de Volterra enquanto Rive ligava a Carlisle para contar o sucedido.Ouvi-a a dizer para não alertar muito a família,e muito menos Michael.Mas eu ouvia os resmungos altos e furiosos de Michael pelo telefone,enquanto Jasper e Emmett tentavam acalmá-lo.Carlisle também estava furioso,mas era por causa da conduta de Michael.Por um lado ele pulava de alegria por saber que alguma coisa se ia passar entre mim e William.Por saber que eu queria salvá-lo.E também porque Carlisle adorava William,ao contrário de Michael.Rive desligou o telemóvel depois de um breve adeus e foi para o banco da frente,dando indicações a John.Eu ia deitada no banco de trás,frustrada e apaixonada fortemente,mais do que nunca,a caminho de Volterra,confrontar o meu próprio clã.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dar o nó e passar pelo arco branco é fácil...Mas não para mim






Tinha chegado o grande dia para a Lola e para o Leon.E eu estava no carro a caminho de Milão com a minha família,juntamente com Rive,para o casamento deles.Alice tinha alugado uma limusona para nós todos.Eu disse-lhe que íamos desviar as atenções dos noivos para nós,mas é impossível desconvencer a Alice.Afinal,em todos os casamentos os convidados vão de limusina,e os noivos vão de autocarro,foi isto que eu lhe disse,mas enfim...A Alice é a Alice.

Entrámos no grande jardim.A decoração espantou-me.As cadeiras,envoltas em pano e com um laço rosado davam ao casamento um ar subtil e natural.A grande passadeira roxa,gigante em comprimento,alastrava até uma espécie de «Gazebo».Aquele arco branco,com sombra,era o sítio perfeito.O que me surpreendia era o facto de este ser o meu cenário ideal para um casamento.E isso era muito costrangedor.Toda a gente se ia sentando,todos vampiros,incluindo o padre.Sentei-me ao lado de Michael.Ele pousou a minha mão em cima da sua.Eu já tinha avistado William,do outro lado da passadeira.Ele sorria timidamente e quando eu olhava para ele,William desviava o olhar para o gazebo.Leon já estava á espera de Lola no altar.Lá de trás,a marcha começou a tocar(cortesia do Edward,o melhor pianista da família)e toda a gente se levantou.Lola vinha,elegante,no seu vestido branco tradicional.Este vestido,porém,era antigo.Como se pertencesse a um famliar já falecido.Mas o facto de pertencer a um século passado ainda dava mais encanto ao casamento.Lola caminhava lentamente,ao lado do seu pai,Mark Cloe.Mark entregou a mão de Lola a Leon,murmurando uma frase que fez rir Leon e fez Lola ficar chateada com o pai.
Depois do típico discurso,da troca de anéis e do beijo,Lola seguiu a tradição já quase extinta.Atirou o ramo por trás das costas,que foi para ás mãos de Rive,que rapidamente o atirou para mim,e que,em um segundo,voltou ás mãos de Lola.Mas eu sorri a Rive,como se dissesse um «Obrigada» silencioso.Toda a gente se dirigiu á mesa,cheia de garrafas.Não íamos sujar os vestidos a caçar,pensou Alice.É mais fácil assim.Eu concordei.Nada mais fácil do que dar o trabalho gigantesco de arranjar sangue animal para um elevado número de vampiros vegetarianos.Foi a seguir a toda a festança de beber o sangue que William veio falar comigo.
-Olá.É bom ver-te.E ao teu...par.-disse ele.
-Não é meu par,é meu namorado.-respondi.Não consigo parar de pensar no tom rude que fiz para responder a isto.
-Abbie,não estás a fazer sentido.Andas com ele só para me fazer ciúmes?
-Não.Eu amo o Michael.E mesmo que eu te desculpasse,não ia voltar para ti agora.
-E vais-me desculpar?
-Não,eu é que peço desculpa.Por ter sido tão parva.Por nunca ter respondido.Por levar a Hannah a sério como uma ameaça.Eu desculpo-te,se me desculpares a mim primeiro.
-Desculpas aceites.-ele abraçou-me.Uma sensação percorreu o meu corpo.Não sabia o que era aquela sensação.Remorsos,ou amor por William outra vez?
-Tenho que ir.Falamos depois,amigo.
William sorriu ao ver-me afastar.Eu corri para Michael e beijei-o.Só para saber se o que sentia por Michael ainda era o mesmo.Não era.E eu estava meitda em grandes sarilhos.Aquela réstia de amor que ainda tinha por William aumentou,e o amor que sentia por Michael desvaneceu-se por completo.
E agora,estava frente a uma escolha que podia mudar a minha vida para sempre.Michael ou William?

Reencontrando os Cullen


Michael e eu entrámos pela grande porta envidraçada da casa do meu irmão.É claro,Edward já tinha alertado a família para a chegada de Michael.Ao entrar,Emmett já nos esperava perto do cabide.
-Pensava que tinhas desaparecido,meu.-Emmett disse com aquele vozeirão e deu um abraço amigável a Michael.
-É bom saber que as pessoas pensam que desapareci.Dr.Cullen.-ele cumprimentou o meu irmão.
Aquilo incomodava.me.Michael sempre tratou Carlisle como se ele fosse meu pai,e Carlisle sempre fora muito protector em relação ao tipo de rapaz que Michael era.Para eles,cumprimentar era algo como: «Bom dia Dr.Cullen»,ao que o meu irmão respondia «Bom dia Michael».Já tinha visto situações destas.Edward tinha uma destas relações com Charlie,o pai da Bella.Charlie também nunca gostou muito de mim.Quando o conheci,eu tinha acabado de chegar á cidade juntamente com os Cullen.Eu também me tinha feito passar por uma médica de 23 anos.E toda a gente caiu.Charlie nunca falou muito com os Cullen,mas Carlisle sentia-se mais á vontade para falar com ele.Houve uma vez,há uns anos,em que Charlie tinha tido um pequeno acidente e partiu a perna.Eu fui a doutora encarregue do caso dele.Acho que nos ficámos a conhecer melhor.Mas agora ele está legalmente unido,de uma maneira,a mim,por causa de Bella estar casada com Edward e Edward ser filho adoptivo do meu irmão Carlisle.Mas voltando ao que realmente interessa,Michael.
-Olá,Michael.É bom ver-te outra vez..-disse o meu irmão,apreensivamente.
-Bella,este é o Michael.-tive o cuidado de o apresentar a Bella,que ainda não o conhecia.-Depois conto-te mais sobre ele.
Segundos depois,Renesmee apareceu descendo as escadas,acompanhada por Rosalie e Alice.A pequena rapariga olhava para Michael curiosamente.
-Renesmee-comecei-Este é o Michael.Ele é um velho amigo meu.
Nessie correu para mim e tocou-me no braço.Transmitiu-me um pensamento:
-É teu namorado?
Eu ri-me.Ainda bem que ela tinha tido discrição e feito a pergunta desta maneira.
-Parece que sim,Nessie.
Edward sorriu,mas tentou não abrir o seu sorriso para os outros não repararem.
-O que é que parece que sim?-perguntou Michael.
-Nada,depois digo-te.
Rive desceu as escadas e viu Michael,que também ainda não a conhecia.
-Olá.-disse Rive curiosamente.
-Este é o...
-Michael Kilborn.Muito prazer.-ele interrompeu-me.-Eu sei apresentar-me,Abs.-e sorriu.
-Eu sou a Rive.Rive Brown.
-Ok,acho que já toda a gente te conhece.
E nesse momento,Emmett chamou Michael com um grito alto e audível a 5 km dele.
-O que foi?-perguntou Michael.
-Vamos pôr a conversa em dia.-gritou de novo Emmett.
Michael desapareceu para as traseiras da casa.

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Na noite anterior ao último dia antes do casamento,eu e Michael estávamos ao computador no meu quarto.Falámos com Samantha e Andrew,via vídeo.

-Olá,Abbie.-disseram Andrew e Sam em coro.
-Olá.-respondi num tom reconfortante.
-Tudo bem?-perguntou Andrew.
-Sim,e com vocês?-eu tinha quase a certeza do que ele ia dizer a seguir.
-Bem...-Andrew começou-Isto é tudo muito exótico.Já viste o que é que os donos do hotel fizeram a todos os quartos?


Eu olhei para aquele quarto que quase parecia o de uns reis ou rainhas.Era o ideal para pessoas como Sam e Andy,apesar de não dormirem.
-Uou...«Ganda» quarto,meu!-exclamou Michael-Ainda não mo tinhas mostrado.
Foi aí que reparei nos fatos que Andy e Sam tinham vestido.Samantha parecia Cleópatra e Andrew envergava uma roupa de faraó.Alguma espécie de Carnaval para eles?
-Aí é Carnaval?-perguntei,curiosa.
-Não.-corou Samantha-É uma...festividade do local específico onde estamos.É assim todos os anos.
Pude ver que ela estava a mentir.Sabia que eles eram o mais esquisito possível que um casal podia ser.Já os tinha visto vestidos de cowboy e cowgirl,gregos,disco-jóqueis,roqueiros,góticos...enfim,já tinha visto muita coisa que podia não ter visto.
-Ops,temos de ir.-avisou Andrew.-Estamos sedentos.
-Adeus.-dissemos eu e Michael para ele e Sam.
A conversa caiu,e eu desliguei o portátil.Sentei-me na cama.
-Já só faltam mais dois dias para o casamento,não é?
-Ya.-respondi.
-Mas não é disso que eu quero falar.Eu queria dizer que...te amo.Muito.E tu não és o segundo prémio da competição.Tu não podes ser comparada a um prémio.Mas se fosses,eras o meu Prémio Nobel.
-Obrigada.Mas acho que preferia ser o homenzinho dourado.
-Um Óscar?
-Sim.-ri-me.-Nada mais fixe do que galardoar actores e realizadores.E tu ganhaste o prémio de melhor actor principal.
-E este é o meu agradecimento.
Ele inclinou-se e beijou-me apaixonadamente.Eu pus as minhas mãos á volta do seu pescoço e deixámo-nos cair para trás.
-Ok,não vamos por aí,Michael.
-Porquê?Nós amamo-nos e não há riscos a correr.
-Não,a sério.Escuta,eu não estou preparada para isto.
-Suponho que já fizeste isto mais do que uma vez,certo?
-Sim,mas este era um tema em que eu não queria tocar.
-Vá lá,Abbie.Tu sentes falta disto,eu sinto falta disto.Ambos temos necessidades.Somos vampiros,mas essa necessidade humana veio connosco.
-É melhor não...Há muita gente nesta casa.E além disso,o Edward ia ver os nossos pensamentos e ver o que tinha acontecido.Não.Pelo menos até arranjares um sítio,hora e um estado de espiríto meu para que eu esteja disposta a ir para esse lado.
-Ok.
Eu e Michael fomos lá para baixo e ficámos a conversar com os Cullen.