sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dar o nó e passar pelo arco branco é fácil...Mas não para mim






Tinha chegado o grande dia para a Lola e para o Leon.E eu estava no carro a caminho de Milão com a minha família,juntamente com Rive,para o casamento deles.Alice tinha alugado uma limusona para nós todos.Eu disse-lhe que íamos desviar as atenções dos noivos para nós,mas é impossível desconvencer a Alice.Afinal,em todos os casamentos os convidados vão de limusina,e os noivos vão de autocarro,foi isto que eu lhe disse,mas enfim...A Alice é a Alice.

Entrámos no grande jardim.A decoração espantou-me.As cadeiras,envoltas em pano e com um laço rosado davam ao casamento um ar subtil e natural.A grande passadeira roxa,gigante em comprimento,alastrava até uma espécie de «Gazebo».Aquele arco branco,com sombra,era o sítio perfeito.O que me surpreendia era o facto de este ser o meu cenário ideal para um casamento.E isso era muito costrangedor.Toda a gente se ia sentando,todos vampiros,incluindo o padre.Sentei-me ao lado de Michael.Ele pousou a minha mão em cima da sua.Eu já tinha avistado William,do outro lado da passadeira.Ele sorria timidamente e quando eu olhava para ele,William desviava o olhar para o gazebo.Leon já estava á espera de Lola no altar.Lá de trás,a marcha começou a tocar(cortesia do Edward,o melhor pianista da família)e toda a gente se levantou.Lola vinha,elegante,no seu vestido branco tradicional.Este vestido,porém,era antigo.Como se pertencesse a um famliar já falecido.Mas o facto de pertencer a um século passado ainda dava mais encanto ao casamento.Lola caminhava lentamente,ao lado do seu pai,Mark Cloe.Mark entregou a mão de Lola a Leon,murmurando uma frase que fez rir Leon e fez Lola ficar chateada com o pai.
Depois do típico discurso,da troca de anéis e do beijo,Lola seguiu a tradição já quase extinta.Atirou o ramo por trás das costas,que foi para ás mãos de Rive,que rapidamente o atirou para mim,e que,em um segundo,voltou ás mãos de Lola.Mas eu sorri a Rive,como se dissesse um «Obrigada» silencioso.Toda a gente se dirigiu á mesa,cheia de garrafas.Não íamos sujar os vestidos a caçar,pensou Alice.É mais fácil assim.Eu concordei.Nada mais fácil do que dar o trabalho gigantesco de arranjar sangue animal para um elevado número de vampiros vegetarianos.Foi a seguir a toda a festança de beber o sangue que William veio falar comigo.
-Olá.É bom ver-te.E ao teu...par.-disse ele.
-Não é meu par,é meu namorado.-respondi.Não consigo parar de pensar no tom rude que fiz para responder a isto.
-Abbie,não estás a fazer sentido.Andas com ele só para me fazer ciúmes?
-Não.Eu amo o Michael.E mesmo que eu te desculpasse,não ia voltar para ti agora.
-E vais-me desculpar?
-Não,eu é que peço desculpa.Por ter sido tão parva.Por nunca ter respondido.Por levar a Hannah a sério como uma ameaça.Eu desculpo-te,se me desculpares a mim primeiro.
-Desculpas aceites.-ele abraçou-me.Uma sensação percorreu o meu corpo.Não sabia o que era aquela sensação.Remorsos,ou amor por William outra vez?
-Tenho que ir.Falamos depois,amigo.
William sorriu ao ver-me afastar.Eu corri para Michael e beijei-o.Só para saber se o que sentia por Michael ainda era o mesmo.Não era.E eu estava meitda em grandes sarilhos.Aquela réstia de amor que ainda tinha por William aumentou,e o amor que sentia por Michael desvaneceu-se por completo.
E agora,estava frente a uma escolha que podia mudar a minha vida para sempre.Michael ou William?

Sem comentários:

Enviar um comentário